Você contratou alguém, treinou por dois meses, e no terceiro mês a pessoa pediu demissão ou começou a entregar menos do que prometeu. Esse prejuízo não aparece direto na planilha de custos, mas ele existe: salário, tempo do gestor, treinamento jogado fora e a vaga aberta de novo.
A causa quase sempre é a mesma: a entrevista vendeu a vaga, não mostrou a empresa. O candidato ouviu sobre benefício, plano de carreira e ambiente agradável, e só descobriu a rotina real depois que já estava dentro.
Tem jeito de evitar isso, e ele cabe no primeiro minuto da entrevista.
Antes de falar de salário ou benefício, existe uma fala que resolve metade do problema. Um consultor da PWR costuma abrir assim a entrevista: “Aqui a gente vive a cultura de resultado na veia. A gente sempre entrega mais do que foi prometido pro cliente. Isso significa prazo apertado, cobrança direta e agilidade. Sabendo disso, você topa seguir com o processo seletivo?”
Essa fala demora menos de um minuto. E nesse minuto você já deixou claro pro candidato como é trabalhar com você, sem precisar esperar o primeiro mês de experiência pra descobrir se ele serve.
Quem trava diante dessa fala está reagindo do jeito certo, porque é esse sinal que você precisa ver antes de contratar, não dois meses depois de treinar a pessoa.
A pergunta que mais chega pra PWR é sempre a mesma: “isso não assusta o candidato?” Assusta, sim. Mas assusta quem não serve pra vaga, e esse é o candidato que você quer filtrar na entrevista, não depois de pagar salário e treinamento por dois meses.
A maioria das empresas faz a entrevista ao contrário: começa pelo benefício, pelo plano de carreira, pelo ambiente bacana, e só no fim pergunta se a pessoa topa a rotina. Troque a ordem.
Primeiro, apresente a cultura da empresa sem maquiagem: prazo, cobrança, ritmo, o que realmente acontece num dia comum de trabalho. Depois, pergunte sem rodeios se a pessoa topa. Só então fale de salário e benefício.
Essa ordem protege os dois lados. Protege a empresa porque filtra quem não aguenta o ritmo. Protege o candidato porque ele decide com informação real, não com venda bonita.
Se a resposta vier travada, gaguejada ou cheia de “depende”, você já tem a informação que precisava: essa pessoa não decidiu, e quem não decide na entrevista costuma não entregar no trabalho. Você acabou de economizar uma contratação errada antes de ela custar caro.
Se a resposta vier segura, direta, sem rodeio, você também aprendeu algo importante: essa pessoa decidiu de olhos abertos. Ela sabe no que está entrando, e isso reduz a chance de ela sair no primeiro choque de realidade, quando o prazo aperta e a cobrança chega.
Pra aplicar isso sem enrolar, defina antes da entrevista quatro pontos que você vai falar sem filtro:
Fale isso em menos de um minuto, no começo da entrevista. Depois pergunte se a pessoa topa. A resposta dela guia o resto da conversa, e você entra na etapa de benefício e salário já sabendo se vale a pena continuar.
A decisão de mostrar a cultura sem maquiagem é sua, não do RH, não do processo seletivo pronto que você copiou de outra empresa. Você pode continuar perdendo tempo e dinheiro com contratação que não fecha, ou pode estruturar um processo seletivo que filtra cultura no primeiro minuto. Se quiser montar esse filtro com quem já fez isso em centenas de empresas, fale com a PWR Gestão.
Fale com a PWR Gestão. Um consultor senta com você, abre os números da empresa e mostra onde está o gargalo. A conversa inicial não custa nada. Falar no WhatsApp