O faturamento cresce, a agenda está lotada e os pedidos não param de chegar. Mas, ao fechar o mês, o saldo bancário não condiz com o volume de vendas, deixando o empresário com uma pergunta: pra onde foi o dinheiro?
Essa é uma das dores mais latentes na gestão de pequenas e médias empresas (PMEs) no Brasil. A frustração, contudo, nasce de um erro de diagnóstico: confundir lucro com fluxo de caixa.
Imagine um contrato de R$50 mil fechado em outubro, parcelado em três vezes. Contabilmente, o lucro está lá. No caixa, porém, você só terá uma fração do valor disponível agora. Se você tem custos fixos e fornecedores a pagar em novembro, o “lucro no papel” não vai pagar os seus boletos.
A fragilidade financeira, muitas vezes, é fruto de lacunas na gestão:
Responda com honestidade:
Se a maioria das respostas for negativa, o seu negócio está operando sob risco, independentemente do sucesso das vendas.
Minha empresa é pequena. Preciso mesmo de controle financeiro formal?
Sim. A informalidade é a principal causa de mortalidade de PMEs. O controle financeiro não é burocracia, é uma ferramenta de sobrevivência e escala.
Qual a diferença entre fluxo de caixa e DRE?
A DRE apresenta o resultado econômico (lucro ou prejuízo) baseado na competência das operações. O fluxo de caixa é a ferramenta de gestão que monitora a saúde financeira real e imediata. São instrumentos complementares e indispensáveis.
Com que frequência devo revisar o fluxo de caixa?
O acompanhamento deve ser, no mínimo, semanal, com projeção de 90 dias. Em momentos de instabilidade econômica, a revisão deve se tornar diária.
Crescer com saúde financeira é uma decisão de gestão.
A diferença entre uma empresa que cresce e quebra e uma que cresce e prospera reside na qualidade da gestão financeira, não no tamanho do faturamento.
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